terça-feira, 11 de maio de 2010

Contextualização

ž “A visão de Portugal como país de imigração surge (…) aquando do período que sucede à entrada de Portugal na CEE (…) Portugal deixou de ser um país tradicionalmente de emigração para se assumir como país de imigração e acolhimento de cidadãos estrangeiros, à procura de melhores condições de vida”.(Santos, 2004: 107)

ž É na segunda metade da década de 90 que se inicia o fluxo imigratório proveniente dos países de leste, o qual se estende até aos dias que correm.

ž “Cresce uma nova imigração, em média, mais qualificada, mas estranha à língua e à cultura portuguesa, oriunda do leste Europeu e por vezes alimentada por redes organizadas e criminosas de tráfico e exploração da imigração ilegal”. (Partido Socialista, 2002)

ž Assim, foram vários os motivos que levaram este “vento de leste” a soprar rumo a Portugal.

ž Os problemas económicos dos países de origem eram elevados, cada vez mais se assistia a um crescimento da população mundial.

ž A adesão à União Europeia levou a que fossem abertas fronteiras à livre circulação interna. Deste modo, o fluxo internacional começa acentuadamente a notificar-se no território nacional, modificando assim os seus padrões de fixação. (Santos, 2004)

ž Quanto às alterações na distribuição geográfica dos imigrantes podemos afirmar que estes se fixaram sobretudo “ nas áreas com maiores níveis de rendimento e salário e particularmente, naquelas onde o conjunto de factores de desenvolvimento medidos pelo índice de desenvolvimento humano e mais significativo.” (Malheiros, 2002: 81).

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